.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Junho 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. COBAIAS EM LABORATÓRIO

. MEDIDAS EXTREMAS

.arquivos

. Junho 2012

. Janeiro 2012

. Junho 2011

. Maio 2011

. Março 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Março 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Março 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds

Quarta-feira, 4 de Abril de 2007

COBAIAS EM LABORATÓRIO

O ser humano sempre utilizou os animais para observação, a utilização de cobaias cresceu tanto que foi responsável pelo rápido desenvolvimento científico. Poderá dizer-se que qualquer espécie servia para as experiências em laboratório, ninguém gosta de usar animais nas experiências, mas foi graças a eles que progredimos tanto,

os mais sacrificados, pois são os mais geneticamente próximos do homem, os primatas: genética – Parkinson e Alzheimer; cancro – técnicas de quimioterapia; medicamentos – dor e inflamação; vacinas – doenças infantis como tosse convulsa, poliomielite, rubéola e sarampo; SIDA – experimentação dos tratamentos contra esta; imunologia – descoberta do factor Rh dos glóbulos vermelhos no sangue; cirurgia e transplantes – pesquisa para erradicar as hepatites B e C adquiridas por transfusões sanguíneas;

os ratos e outros roedores: genética – descoberta do ADN e da síntese das proteínas; cancro – estudos sobre o cancro e ensaios clínicos; medicamentos – o efeito terapêutico da penicilina nas infecções bacterianas; imunologia – desenvolvimento dos anticorpos monoclonais para diagnóstico ou terapêuticas; neurologia – regeneração neurológica;

os cães e os gatos: medicamentos – isolamento da insulina, ajuda na diabetes, tratamento contra o raquitismo, medicamentos anticoagulantes; cirurgia e transplantes – técnicas de cirurgia cardíaca e cardiologia, tratamentos para evitar a rejeição nos transplantes, desenvolvimento da cirurgia não-invasiva, como a laparoscopia, técnicas de anestesia; neurologia – perturbações do sono, como a narcolepsia;

os porcos: cirurgia e transplantes – transplantes de órgãos animais para humanos, cicatrização de feridas na pele; desenvolvimento da tomografia axial computorizada (TAC); medicamentos – ensaios com vacinas para combater o antrax; outras patologias – estudo do metabolismo das lipoproteínas e do colesterol;

 

as ovelhas: genética – ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado a partir de uma célula adulta; cirurgia e transplantes – comportamento das válvulas mecânicas implantadas para substituir as válvulas da aorta; outras patologias – doenças infecciosas têm origem num germe, descoberta do bacilo de Koch responsável pela tuberculose, investigação ortopédica, doenças dos ossos, ligamentos e músculos;

os cavalos: medicamentos – prevenção do tétano e da difteria;

os armadilhos: medicamentos – tratamentos farmacológicos contra a lepra;

os animais aquáticos: genética – o peixe-zebra e o axolote são dos poucos animais que podem regenerar praticamente qualquer parte do corpo; neurologia – descoberta das sinapses electroquímicas, o grande tamanho dos neurónios de polvos e lulas torna-se muito útil para estudar o funcionamento do cérebro.

A protecção aos animais de laboratório começou com a aplicação do conceito dos “três erres” na legislação e na política que regem o trabalho dos laboratórios e dos cientistas que fez diminuir o recurso aos animais nas últimas décadas.

A esperança de inventar métodos alternativos surgiu com a “biotecnologia” que tornará desnecessárias as experiências com animais. Desde 1997, foram legitimadas dezasseis técnicas alternativas; seis delas no ano passado e constituem modelos de investigação pré-clínica que utilizam culturas celulares para testar a toxicidade de antitumorais ou para identificar factores de contaminação em alguns fármacos. O primeiro modelo evita o recurso a espécies como os cães, os outros evitam a utilização de 200 mil coelhos por ano, só na Europa. Já se produzem anticorpos in vitro, sem o recurso a ratos, e as células estaminais já são uma alternativa e vão ser decisivas na substituição das cobaias.

Os avanços em “biotecnologia” já permitiram substituir animais por computadores ou tubos de ensaios. Apesar da maioria das pessoas ser contra a utilização das cobaias, admitem que os progressos da medicina são imprescindíveis e que o fim talvez justifique os meios.

publicado por Dreamfinder às 00:03

link do post | comentar | favorito
Domingo, 18 de Março de 2007

MEDIDAS EXTREMAS

 

                                                      

Um filme em que o Dr. Guy Luthan é um médico experiente e profissional, com uma enorme capacidade de comunicação com os seus pacientes, uma grande disponibilidade e empatia. Luthan procura sempre manter uma conversa com os seus doentes, que os acalme, e relatar-lhes os seus procedimentos. Numa determinada ocasião, Luthan tem um polícia baleado por um ladrão (também no hospital), ambos a necessitarem de cirurguia e apenas uma sala, pelo que tem de escolher. Opta por mandar o polícia para a sala, alegando mais tarde o facto deste ter família e de ter sido baleado pelo ladrão, e operar o outro, ele próprio naquele local.

Num dia, aparece-lhe um homem num estado muito estranho. Todos os seus sintomas são anormais, tal como o momento em que, sem justificação, fica estável.  Luthan não percebe o que se passou, acha tudo muito estranho. O doente soletra algumas palavras: o seu nome, um nome estranho – Triphase - , pede para procurarem determinado homem e pede ajuda ao Dr. Luthan. Pouco depois morre.

Cada vez mais intrigado com toda esta situação, o médico vai iniciar uma intensa investigação sobre o que se terá passado. E quanto mais avança, mais descobre o terreno incerto e perigoso que pisa. Só encontra incoerências: mentem-lhe, pelo telefone, acerca da causa da morte, o corpo desaparece tal como o seu registo de óbito, não encontra nenhum farmacêutico designado “Triphase”, não consegue descobrir a que hospital pertence aquela pulseira, que o falecido possuía.

Acaba por ver-se envolvido no caso. Alguém conseguiu que lhe encontrassem drogas em casa, depois da simulação de um assalto. Perde a licença de médico e a oportunidade de ir leccionar na Universidade. Alguém descobriu o seu olhar intrometido e quer arruinar-lhe a vida.

Mas ele não desiste e vai levar a sua investigação até ao fim.

No final percebemos que várias situações podem ser aquelas que nos levam a medidas extremas. As vítimas de vários tipos de paralisia, de tal forma movidas pelo desespero, estão dispostas a tudo para voltarem a andar, a ter uma vida que possam considerar normal, é a sua situação debilitada que as leva a “medidas extremas”. O médico neurologista está de tal forma empenhado nas suas investigações e no seu objectivo de eliminar este sofrimento do planeta, que fez todo o possível para o alcançar, através de “medidas extremas”.

 

“Morrem pessoas todos os dias para nada … Há muitas mortes sem sentido. (…) Se puder curar o cancro matando uma pessoa, não o faria? Uma pessoa e o cancro erradicado?” (Dr. Myrick)

 

O Dr. Luthan, desconfiado de tudo o que sem passado, faria qualquer coisa, tomaria todas as “medidas extremas” para poder descobrir a verdade encoberta.

 

“Talvez tenha razão. Aqueles homens lá em cima, talvez as vidas deles importem pouco. Talvez se tornem úteis para o mundo. Talvez sejam heróis. Mas não foi por escolha deles. A escolha foi sua. Não escolheu a sua mulher nem a sua neta. Não pediu voluntários. Escolheu-os. E isso não pode fazer. Porque é médico. E fez um juramento. E não é Deus. Por isso não quero saber que é capaz de fazer aquilo que diz ou se pode curar todas as doenças do planeta. Torturou e assassinou esses homens lá em cima. É pois uma desonra para a profissão. Oxalá vá para a cadeia por toda a vida.” (Dr. Luthan)

 

“Há esperança neste maço. O meu marido tentava fazer uma coisa boa, mas foi por maus caminhos. Talvez o senhor possa fazê-lo correctamente.” (Mrs. Myrick)

 

 

QUESTÕES  ÉTICAS:

 

O filme é rico em questões éticas da prática da Medicina.

A mais notável é, sem dúvida, o uso de sem-abrigo numa experiência, que quase sempre os leva à morte, sem o seu consentimento. Sem dúvida que a descoberta de uma forma de curar as paralisias seria uma grande descoberta para a Medicina, mas sobretudo para o Mundo. Porém, e apesar do objectivo ambicioso tomado pelo Dr. Myrick, os métodos não são claramente correctos, tocando mesmo a linha do desumano.

Quanto aos pacientes deste médico, que limites atinge o desespero, para chegarem ao ponto de concordar com o egoísta sacrifício da vida de outras pessoas pela sua liberdade de movimentos. Várias vidas, por uma cura.

 

“Quando se julgou paralisado, que faria para poder andar outra vez? “Tudo.” Você próprio o disse. Tudo. Esteve assim durante 24 horas. A Helen não anda há 12 anos. Eu posso curá-la e a todos como ela.” (Dr. Myrick)

 

O mais extraordinário neste filme, é a possibilidade de percebermos que não é difícil atingir este desespero, por muito moralistas ou eticamente correctos que sejamos. O próprio Dr. Luthan, aquando do seu falso diagnóstico de paralisia do pescoço para baixo, afirma que seria capaz de “tudo” para voltar a mover-se. De “tudo”.

Quanto ao Dr. Luthan há também a escolha inicial dos pacientes. Até que ponto ele foi justo na escolha do paciente para a sala de cirurgia. Escolheu o que estava em melhores condições pois a garantia de sobreviver era maior… Mas será que o raciocínio não deveria ser o contrário? O paciente, em piores condições, em maior risco de vida, não deveria seguir para a sala de cirurgia, numa tentativa de o salvar, e o outro ficar a ser operado na sala de urgências? E nós, quando futuros médicos? Como decidir numa fracção de momentos, quem escolher? Como conseguir obter uma decisão imparcial, justa e eticamente correcta?

publicado por Dreamfinder às 22:19

link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

.links